Destaques
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20/03/2026
Servidores Federais reforçam mobilização contra privatização da Celepar e alertam para riscos à soberania digital
Manifesto assinado pelo Fonasefe e outras entidades destaca que a venda da companhia pode fragilizar a infraestrutura tecnológica do Estado brasileiro e comprometer a proteção de dados públicos. A mobilização em defesa da Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar) ganhou um importante reforço no cenário nacional. O Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe) assinou o Manifesto em Defesa da Soberania Digital e do Patrimônio Público, unindo-se à Fenadados e a diversas entidades na resistência à proposta de privatização da empresa. Para as entidades signatárias, a tentativa de transferir a Celepar para o setor privado não representa apenas um problema regional do Paraná, mas uma questão que impacta toda a estrutura tecnológica do Estado brasileiro. A Celepar ocupa posição estratégica no ecossistema digital público, pois também participa da gestão de sistemas interfederativos, utilizados por diferentes esferas de governo. Segundo o manifesto, sua privatização poderia gerar um “efeito contágio”, fragilizando a infraestrutura digital nacional e abrindo precedentes para a privatização de outras empresas públicas de tecnologia da informação. Risco à soberania e à proteção de dados Servidores federais que apoiam o manifesto defendem que a soberania e a proteção de dados são pilares fundamentais da administração pública moderna. Na avaliação das entidades, a tecnologia da informação deixou de ser apenas um suporte administrativo e passou a representar uma infraestrutura essencial do Estado. Nesse contexto, a privatização da Celepar significaria transferir a custódia de informações estratégicas — como dados de segurança pública, saúde e identificação civil — para empresas privadas cujo objetivo principal é o lucro, e não o cumprimento de um dever constitucional. Alerta para impactos irreversíveis O manifesto também destaca possíveis consequências da privatização, apontadas pelas entidades como riscos à estrutura do Estado e à segurança dos cidadãos. Entre os principais pontos levantados estão: A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) impõe restrições ao tratamento de dados ligados à segurança pública e defesa por empresas privadas. O Estado poderia se tornar dependente de empresas privadas para acessar seus próprios sistemas, criando riscos de aumento de custos, reajustes abusivos e falta de transparência tecnológica. A possível perda de profissionais concursados altamente qualificados, responsáveis pela operação e segurança dos sistemas públicos, o que poderia comprometer a cadeia de custódia das informações. Defesa da tecnologia pública Para as entidades que assinam o manifesto, manter estruturas públicas de tecnologia é fundamental para garantir a autonomia do Estado brasileiro. A mobilização também evidencia a união entre servidores federais, estaduais e municipais em defesa da infraestrutura digital pública e da proteção de dados da população. Segundo o documento, a tecnologia pública não pode ser tratada apenas como um ativo econômico, mas como um instrumento estratégico para garantir a soberania digital e a segurança institucional do país. |
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Vídeo da Semana
História do SINDPD-PR
Histórico
Desde 1985 defendendo quem faz a informática no Paraná
- Histórico
O SINDPD-PR é o Sindicato dos Trabalhadores em Informática e Tecnologia da Informação do Paraná. Fundado em 1985, como desdobramento da antiga Associação dos Profissionais de Processamento de Dados do Paraná. O SINDPD-PR desde a sua fundação representa os trabalhadores da área de Informática do Paraná nas Convenções Coletivas de Trabalho e em Acordos Coletivos de Trabalho.
- O que é um Sindicato
O sindicato, resulta da evolução da consciência coletiva do trabalhador, defendendo sua independência e seu poder da autodeterminação. Sendo assim, a organização sindical dos trabalhadores proporciona uma igualdade de forças durante as conversações com o patronato. O sindicato é um elemento de resistência ao poder da minoria sobre a maioria, igualando as forças das duas partes nas relações de trabalho. A atuação do sindicato baseia-se nas lutas cotidianas da categoria e também na organização dos trabalhadores visando sua emancipação econômica, social e política. A organização independente dos trabalhadores permanece como princípio fundamental para a construção de uma sociedade mais justa e solidária.
- Por que um sindicato
O sindicato existe para defender os direitos dos trabalhadores. Nossos direitos são frutos de muitas lutas,e para garanti-los temos que ter um sindicato forte e de luta.
Hoje temos emprego, salário, previdência, plano de saúde, e tantos outros direitos garantidos. Milhões de trabalhadores não têm. Amanhã, quem garante que não estaremos sem emprego, vivendo na informalidade, sem salário, sem renda, sem direitos, sem futuro? E pensando nisso que nos organizamos em sindicatos.
Os direitos que os trabalhadores têm hoje, são fruto de muitas lutas, vindas desde o século XIX. Duros combates e mobilizações para melhorar a vida dos trabalhadores se deram não só no Brasil (desde a escravidão), mas no mundo inteiro.
A luta pela definição, e depois pela redução da jornada de trabalho, vem de 150 anos. Quando não havia sindicatos, nem direitos trabalhistas. Era o patrão quem decidia o preço da força de trabalho e a duração da jornada. Eram de 14 ou 16 horas diárias, e o trabalho das crianças e mulheres não remunerados.
Só na década de 1920 os trabalhadores conquistaram a jornada de 8 horas diárias. E no Brasil foi em garantida na lei só em 1932. A vida “produtiva” de um trabalhador não passavam de 25 anos de trabalho. Viravam bagaços humanas nas engrenagens das fábricas.
Só a partir de 1910 foram garantidos o descanso aos domingos e o direito a férias. E essas conquistas foram a custa de muitas greves, mobilizações de massas, sofrendo repressões violentas, torturas, prisões, desaparecimentos, mortes. Operárias queimadas vivas numa fábrica de Chicago são prova disso.
Os grandes banqueiros e empresários só acumulam lucros porque exploram os trabalhadores. Dinheiro não nasce em árvore, nem cai do céu. O lucro privado ou estatal é produto da exploração do trabalho e do trabalhador e da ausência de políticas sociais de distribuição da riqueza e dos benefícios gerados pelo trabalho humano, ou quando o Estado vira um comitê de negócios e interesses das classes que dominam a sociedade e monopolizam a economia.
O 13º salário foi conquistado após grandes greves, confrontos sangrentos, desde 1953, em São Paulo. E só foi reconhecido em lei em 1962, no governo Goulart, após uma década de lutas.
As leis de aposentadoria, contra acidentes de trabalho, da licença-maternidade, da periculosidade e insalubridades, fundo de garantia por tempo de serviço, etc , todas, foram resultados de muitas lutas.
Nada veio por bondade dos patrões, dádiva do Estado ou por “sorte” de alguns trabalhadores. Ao contrário, só a resistência, a organização, a luta, a mobilização coletiva, traz conquista e direitos.
- Nosso Objetivo
Elevar os salários e as condições de trabalho dos profissionais de informática no Paraná, e do país através da FENADADOS – Federação Nacional dos Empregados em Empresas de Processamento de Dados.
Saiba mais...